Lembrando de Hornby
"And without her, it all feels the same And without her, you got no one else to blame But yourself, but yourself" Elefant - Now that I miss her
"O ser humano é miserável por que ouve música pop ou a música pop é miserável por causa do ser humano?" A questão, formulada pelo personagem Rob Flemming em Alta fidelidade, é um bom ponto de partida do que a música pode representar na nossa vida. Não está exatamente como foi dita e escrita, mas o sentido é esse. Por mais que tenhamos um gosto fechado de música, poucas vertentes dentro do mesmo estilo, tem coisas que soam melhor de acordo com o momento em que vivemos.
Por um bom tempo o 4, último disco do Los Hermanos, tinha ficado relegado a um lugar empoeirado na estante. Foi voltar a Brasília que, como num passe de mágica, o disco passou a fazer sentido para mim. Especialmente as músicas do Rodrigo Amarante. Músicas como Primeiro andar, O vento e Condicional são boas mostras de como os cariocas poderiam soar. Ok, eles realmente poderiam ter aumentado o volume dos Strokes, e diminuído a quantidade de MPB. Continua sendo mais fraco dos quatro álbuns do Los Hermanos. Mas agora não existe mais o sentimento de que não vale nada.
A mesma coisa aconteceu com Johnny Cash. Suas canções transbordam amargura; é bom apreciar com moderação.
Escrito por Mário Coelho às 13h45
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