Variadas
"Under my thumb Her eyes are just kept to herself Under my thumb, well I I can still look at someone else" Rolling Stones - Under my thumb
- Vou dar um tempo do rolê, como dizem umas amigas minhas de São Paulo. Aqui em Brasília só existe uma opção para quem gosta de rock'n'roll. Apesar de eu gostar muito do lugar, cansei. Para piorar, a grana está curta. Praticamente vendendo o almoço para comprar o jantar. Meu tíqueteA pior coisa que existe é não ter variedade. Por isso o desespero de alguns fins de semanas atrás, quando eu quase torrei uma grana que não tinha para passar um dia festando em São Paulo. Ah, o Matrix! - Estava tranqüilo quando recebo uma ligação no telefone. "Mário, liga no CIADE e vê o que está acontecendo aqui na Ponte JK. Tem helicóptero, um monte de carro de bombeiros, polícia e tudo mais", diz uma das minhas coordenadoras, que tinha saído do jornal minutos antes. Ligo e falo com um major do Corpo de Bombeiros. Um infeliz tentou se matar jogando seu carro no Lago Paranoá. Não teve um arranhão sequer, só o prejuízo financeiro. Enfim, corrida para chegar lá, apurar, voltar para o jornal e escrever algumas linhas para a segunda edição. Valeu, meus últimos plantões estavam muito modorrentos. - Semana passada uma notícia vinda da terrinha me deixou muito triste. A prisão e conseqüente demissão do Cláudio Silva, o Sarará, um dos melhores fotógrafos da imprensa catarinense. Enquanto fotografava a prisão do líder do Movimento Passe Livre de Florianópolis, um sargento da PM começou a xínga-lo. Como Sarará não tem sangue de barata, e estava ali cumprindo sua função de repórter-fotográfico, foi preso por desacato. Apanhou durante o trajeto e quando chegou à delegacia. Pensei em vários textos, mas nenhum deles teria uma análise tão boa quanto do mestre César Valente. Espero que esse absurdo - a prisão e a demissão por "justa causa" - não fique por isso mesmo. - Parece que depois da tempestade virá a bonanza. Só para deixar claro: não sinta pena, e nem me olhe dessa maneira. Estou bem, obrigado. Eu perdi, mas você também.
Escrito por Mário Coelho às 01h17
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