Indies em polvorosa
O furo foi dado pelo Lúcio Ribeiro. Vários amigos ligaram, deixaram recados, começaram a planejar a festa que será em novembro. Esse é um show que eu não perco nem se estiver desempregado e na rua da amargura. Não tem jeito. Strokes é Strokes.
"A hora é agora.
Uma das bandas top do rock mundial e das mais solicitadas no quesito "Eu quero ver esses caras ao vivo no Brasil", o grupo nova-iorquino The Strokes acertou na semana passada uma turnê brasileira de três shows em outubro, com a possibilidade de haver ainda um quarto.
Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre estão na rota brasileira da banda que espanou o pó do rock no começo da década e deve ser anunciada nos próximos dias como a principal atração do Tim Festival 2005, esta coluna apurou."
A íntegra da coluna está aqui. Tem novidades também sobre os outros festivais que vão acontecer no Brasil, como o Claro que é rock, o Campari e o Quilmes.
Escrito por Mário Coelho às 18h18
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A festa nunca termina
Talk to me, dance with me here in the spotlight, girl Talk to me, dance with me here You're the spotlight girl Hot Hot Heat - Talk to me, dance with me
Uma coisa que eu tenho gostado aqui em Brasília é o fato de várias tendências musicais conseguirem conviver no mesmo lugar, na mesma noite. Todas que eu fui, tanto na Orange quanto na Landscape, tinham uma diversidade que eu não achava em São Paulo. Claro que não ainda suficientemente boas para o meu gosto. É normal você ouvir aqui Nine Inch Nails, Strokes, White Stripes e música eletrônica em questão de minutos. Até grupos mais pesados, tipo Rage Against the Machine e Rammstein, rolam eventualmente.
Se tinha uma casa em São Paulo que eu gostava pelo repertório era o DJ Club. Muitas vezes, quase no fim da noite, rolavam umas seqüências muito ecléticas, e mesmo assim continuava a pista cheia. Uma vez ouvi, seguidos, Dead Kennedys, Garotos Podres, Los Hermanos, Beatles e Replicantes. O DJ Club era realmente a melhor nesse quesito. O Matrix também tinha uma boa seleção, que ia de Pizzicato Five a Weezer, passando por B52's, Strokes, Jorge Ben e Wilson Simonal. A Funhouse era onde tocavam as bandas legais - o melhor show do Faichecleres que eu vi foi lá -, e o Atari tem as festas mais libertinas, mas a música muitas vezes derrapava feio.
Na sexta e no sábado tive boas mostras disso. A primeira foi na Vade Retro, onde amigos meus (Rafael Bode Velho, Thiago e Ronaldo, o Roneba) discotecaram. Rolou muita coisa boa: Strokes, Jon Spencer Blues Explosion (She said, a pedido deste que vos escreve), Jet, NIN, The Clash (apesar de ter sido a chavonística Rock the Casbah, mesmo eu implorando por London calling), Sonic Youth, Chemical Brothers, Blur e por aí vai. Teve até rap de irlandês, House of Pain. Foi a mais parecida com o meu gosto das que já fui por aqui. Ainda falta uma ênfase na música independente brasileira. O povo adora falar sobre a nova sensação do subúrbio de Londres, que fez no dia anterior seu primeiro show. Agora não conhecem as bandas da sua própria cidade que estão surgindo.
Ontem foi uma decepção. Mas eu não posso dizer que não sabia que as coisas caminhariam para isso. Já tinha ido na primeira Popload e sabia que o que iria rolar era música eletrônica. Eu quero é róque, como dizem lá no Sul. Depois que o primeiro dj saiu, as coisas começaram a melhorar, mas já era hora de ir pra casa. Pelo menos estava em boa companhia, e conheci pessoas legais, como a Ale e o Murilo.
Nessas horas sinto falta das festas na Casa da Colina. O que não faltava era diversidade (e drinques muito espertos feitos pela minha amada Roberta). Da festa Los Hermanos, da festa cubana, da festa Play that funky music. E, é claro, da festa Sinta o que você quiser... o que eu sinto é saudade, onde discotequei. Coloquei tudo que eu gosto. De Michael Jackson a Roberto Carlos, passando por Balão Mágico, Trem da Alegria, Strokes, Pipodélica, Los Hermanos e Ultraje a Rigor. Quem sabe um dia eu tenha a oportunidade de fazer o mesmo por aqui?
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Notas:
- A festa Vade Retro foi inspirada no título do novo disco do White Stripes, Get behind me Satan. Mas, inexplicavelmente, ninguém tocou uma canção sequer da dupla de Detroit... - Nunca mais cairei na besteira de ir numa Popload. - No sábado, dia dois de julho, tem Kid Vinil na Orange. Já vi ele discotecar no Atari. Essa festa promete.
Update de segunda-feira
- Tocou uma música do White Stripes na Vade Retro. Get behind, do novo disco. Muito pouco para uma festa temática.
Escrito por Mário Coelho às 16h25
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