Fora de moda

É, o Papa morreu. Acho que agora ninguém mais vai comprar essa camiseta. Mas o site tem outras legais. Basta conferir este exemplo. Este aqui é legal também. Além da cobertura incessante das redes de televisão, fazendo da morte do Papa um evento público, os jornais têm dado um destaque enorme pra isso. Ao meu ver, exagerado. Por exemplo, o Correio Braziliense, na sua edição de hoje, deu as oito páginas da editoria de Mundo ao Papa. Será que não tinha mais nada acontecendo no mundo inteiro?
Escrito por Mário Coelho às 18h04
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Da Ilha formosa, cheia de graça
Foto: site Avaí
 Será que essa cena será repetida amanhã em Criciúma?
Acho que a distância me fez torcer mais ainda pelo Avaí. É engraçado isso. Nos meus últimos meses morando em Florianópolis, eu eventualmente ia nos jogos; às vezes nem ouvia pelo rádio. Quando me mudei para São Paulo, era uma briga com o Dilson, que dividia o apartamento comigo, para ver quem usaria a internet nos domingos. Ele queria ouvir os jogos do Grêmio, e eu os do Avaí. Lamentamos juntos o fato do meu time não subir para a Série A e o dele ser rebaixado para a Série B.
Aqui em Brasília continua o mesmo fanatismo, por assim dizer. Acho que é uma forma inconsciente de não perder as raízes com a minha terra. Aqui não tenho acesso à internet de casa, uso os computadores da empresa nos dias de semana, e vou a uma lan house nos fins de semana. Para saber os resultados, minha irmã fica ouvindo pelo rádio lá em Florianópolis, e depois me liga dizendo o resultado e como foi a partida.
Amanhã o Avaí pode se classificar para a final do Campeonato Catarinense, coisa que não acontece desde 1999. E eu tenho medo do que pode acontecer. Dizem que esse Avaí faz coisa, e faz mesmo. A tradição avaiana diz que, quando temos a vantagem do empate, não atingimos o objetivo traçado pelo professor. (desculpem, não resisti ao chavão futebolístico). Foi bem assim na final da Série B do ano passado. O Leão da Ilha podia até perder pela diferença de um gol. Perdeu por dois e deixou passar a chance mais clara que tivemos de subir a Série A. Imagina um clássico entre Avaí e Figueirense pelo Brasileirão? Ia faltar ingresso nas duas partidas!
Enfim, amanhã o jogo é contra o Criciúma. Podemos empatar. Na primeira partida pela semi-final, estávamos vencendo por 3 a 0, e deixamos o Tigre fazer dois gols e precisar somente de uma vitória simples para enfrentar o Atlético Hermann Heichinger na final. Vou torcer, mandar boas vibrações aqui do Centro-oeste. Espero que deste vez não morramos na praia.
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Daqui a pouco vai rolar uma baladinha indie em Bsb. Vamos ver se o lugar é como Júpiter Maça e Wander Wildner nos ensinaram de como deve ser um lugar do caralho: tem que ter um som legal, tem que ter gente legal e ter cerveja barata.
Escrito por Mário Coelho às 17h42
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I swear one day we're gonna leave this town
"Yes, I'm leaving 'cause this just won't work They act like Romans, but they dress like Turks Soft time in your prime See me, I like the summertime But...hey" The Strokes - New York city cops
Tenho dito a amigos que já passei do estágio "eu odeio esta cidade" para o "eu não gosto desta cidade". É, já estou me acostumando com Brasília e suas chatices, as pessoas feias e antipáticas, o clima estranho. Estou me acostumando a morar numa pensão e depender de um transporte público que não funciona. A única coisa que me prende realmente aqui é o emprego. Ainda não fiz amigos que não sejam do trabalho, não conheci outras pessoas.
Já sai da cobertura política, mas pelo menos vou voltar por mais quarenta dias, já que o editor sai de férias e o repórter de política entra no lugar dele. Nesse meio tempo, fiquei como uma espécie de coringa, fazendo o que aparecesse. De matérias de política nacional, de reforma universitária (que tá chocando e até agora não saiu), de política distrital e até uma resenha de livro. É uma espécie de limbo, sem estar no topo da pirâmide e nem na base. Isso angustia.
E como aqui o ambiente não é dos melhores - um repórter pra lá de incompetente e puxa-saco entrou na redação -, a situação tem me chateado por demais. Às vezes bate um desespero, uma vontade enorme de largar tudo e ir embora pra casa. Arranjar um emprego meia-boca em Florianópolis, juntar dinheiro e tentar pela última vez o curso Estado. Depois, penso que é complicado largar o certo pelo duvidoso, por mais que eu não me identifique e não pense de maneira alguma viver aqui a longo prazo.
Com a certeza que serei contratado - a papelada já foi pra BH e agora eu tenho que abrir uma conta no banco que a empresa trabalha -, posso planejar um pouco mais a longo prazo. Pelo menos fazer algumas coisas como no fim de semana passado, que fui a São Paulo reencontrar os amigos. Rolou uns problemas, mas nada que já fosse esperado. E as festinhas compensaram as dores-de-cabeça que me deram. Pena que foi pouco tempo, não consegui fazer todas as coisas que eu queria. Aquela visita básica a Galeria do Rock, ir no jogo do São Paulo, dar uma volta pelas casas legais de Pinheiros.
Sei que não queria voltar. Preferia ter ficado lá. Quando cheguei ao aeroporto de Brasília, já bateu a saudade do Matrix, do DJ Club, das meninas japonesas de franjinha e tatuagens nos ombros. Agora o próximo programa provavelmente será no fim de maio: Festa do Pinhão, em Lages. Posso sair daqui na quinta-feira à noite, passar o dia seguinte com a família em Florianópolis e no sábado festar e passar frio com o pessoal no planalto serrano. As coisas caminham pra isso.
Escrito por Mário Coelho às 13h36
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