Malaco é malaco
Se eu fosse um jornalista americano, ou morasse lá e exercesse nossa nobre pobre profissão, tentaria de tudo para fazer pelo menos um perfil biográfico do Sean Penn. O cara é pra lá de malaco. Dava uns tapas na Madonna, era amigo do Bukowski, visitou o Iraque sem notificar o governo americano e tem uma filmografia irrepreensível, como gosta de dizer o nosso camarada Cardoso. Ontem, na cerimônia do Oscar, ficou nítido isso. O Chris Rock, que foi o mestre de cerimônias da premiação, fez uma brincadeira quando chamou Tim Robbins para apresentar um prêmio. Não deu para entender o que ele disse porque o almofadinha Renato Machado se meteu a tradutor, mas era algo sobre o lado político de Robbins, que tem um papel importante dentro da comunidade esclarecida de Hollywood. Quando Penn foi chamado para apresentar outro prêmio, deixou de lado o tele-prompter, e deu uma cutucada em Rock, defendendo Robbins. Novamente o Renato Machado se meteu e não deu pra entender a piada. Penn foi aplaudido pelo que falou e depois ainda soltou essa: "Vamos as prediletas da academia neste ano", ao contrário do famoso "aqui estão os indicados". Uma pena que eu a minha televisão não tem tecla SAP.
Escrito por Mário Coelho às 17h22
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|