Cobertura política
Hoje começou a terceira semana na cobertura política aqui na empresa. O medo que eu tinha de não segurar o rojão já passou. Acredito estar cumprindo a função no mesmo nível que o titular fazia. E foi isso que eu entendi nas meias palavras ditas pelo meu editor. Tenho feito boas matérias, que a matriz tem elogiado; o chefe da sucursal também tem gostado, fiquei sabendo. O melhor é que eu tenho autonomia, especialmente nas notas que tenho feito para a coluna de política lá em BH. As conexões têm saído num estilo Painel, da Folha. Eu não tinha feito esta relação. Um amigo que apontou para a semelhança. Fiquei feliz, o Painel é muito bem feito, coisa de gente que conhece muito bem os meios políticos. Tá certo que uma coluna do nível como a da Folha muita coisa é passada pelos próprios interessados. Mas não é assim desde o começo.
Agora deixa eu ir. Estou aqui no jornal desde às 11 horas. Fiz uma entrevista de perguntas e respostas (pingue-pongue) com um deputado mineiro e mais seis notas de bastidores para a Conexão Brasília. Já passou o BBB e agora a Globo tá mostrando os desfiles. É hora de esperar um bom tempo no ponto para pegar um ônibus.
Escrito por Mário Coelho às 20h24
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Carna-leitura
Eu nunca fui muito de Carnaval. Mesmo quando era moleque, e todos os amigos costumavam ir nos bailes todas as noites no Paula Ramos, eu ia em uma só, no máximo duas. Depois que entrei a trabalhar, passei a destinar as noites de festa para outras coisas. Ficava em casa descansando, lendo. Ou então ia fazer coisas que eu fazia durante o resto do ano: baladinhas rocker. Ano passado mesmo foi um exemplo: com os dois pés na lama por causa da finalização do meu trabalho de conclusão de curso, eu não saí da frente do computador. Só dava Saul Oliveira, ex-jogador do Avaí nas décadas de 1930 a 50, o tema da minha grande reportagem em texto.
Esse ano o cenário é um pouco diferente. Com um emprego novo, numa cidade nova, com o dinheiro contado, cartão do banco vencido, o jeito foi ficar em casa. Sem amigos, não tinha muita opção também, mas não foi difícil optar dessa maneira. Dá-lhe leitura. Em dois dias, devorei Notícias do Planalto, do Mário Sérgio Conti. Excelente. Por sinal, nunca tive um ritmo de leitura tão grande desde que comecei a trabalhar como agora. Estou há um mês em Brasília e estou terminando o quinto livro. Sem distrações como computador e aparelho de som, com apenas um aparelho de televisão fazendo companhia, a leitura tem sido o meu melhor amigo por aqui. Além de Notícias do Planalto, devorei também Os Bórgias, do Mario Puzo; Tiroteio depois do filme, coletânea de crônicas de Flávio José Cardozo; Cassino hotel, de André Takeda; e estou nas últimas páginas de Os jornalistas, de Honoré de Balzac.
Variedade, isso é o que mais me importa. Leio tudo aquilo que passa pela minha frente, desde que desperte o meu interesse. Não costumo pedir muitas indicações de livros - exceto a Policial, para minha querida mestra Regina Carvalho -, vou no instinto mesmo.
Escrito por Mário Coelho às 19h22
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