E o momento se aproxima...
Pela falta de palavras minhas, deixo um trecho de Shine a light, dos Stones.
"May the good lord shine a light on you Make every song your favourite tune May the good lord shine a light on you Warm like the evening sun"
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E também um Tom Waits, Little drop of poison, pelo tempo sozinho que devo passar por lá.
"I like my town with a little drop of poison Nobody knows they're lining up to go insane I'm all alone, I smoke my friends down to the filter But I feel much cleaner after it rains"
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Quando eu estiver voltando pra casa, seja ela em Florianópolis ou em São Paulo, eu sempre vou me lembrar de Home sweet home, do Motley Crue (essa vai inteira).
"You know I’m a dreamer But my heart’s of gold I had to run away high So I wouldn’t come home low
Just when things went right It doesn’t mean they were always wrong Just take this song and you’ll never feel Left all alone
Take me to your heart Feel me in your bones Just one more night And I’m comin’ off this Long & winding road
I’m on my way Well, I’m on my way Home sweet home Tonight tonight I’m on my way I’m on my way Home sweet home
You know that I seem To make romantic dreams Up in lights, fallin’ off The silver screen
My heart’s like an open book For the whole world to read Somtimes nothing--keeps me together At the seams
I’m on my way Well, I’m on my way Home sweet home Tonight tonight I’m on my way Just set me free Home sweet home"
Escrito por Mário Coelho às 06h22
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Baixa umidade
Na próxima segunda-feira, dia 10, terminam minhas férias de quase três meses. Desde que perdi o emprego em São Paulo, no fim de outubro, eu não fazia muito além de ler e ver televisão. Mas esse período sem ocupação nada lembrava os recessos escolares. A tensão por não estar empregado é horrível. Quando surgiu essa oportunidade em Brasília, pensei duas, três, quatro vezes até resolver encarar a idéia. Não queria sair de São Paulo. Identifiquei-me com a cidade de uma maneira que não esperava, apesar de toda a poluição, da violência e do cheiro de lixo por todo lugar. Já tinha alguns amigos por lá - o que facilitou muito a adaptação - e fiz outros tantos no pouco tempo que fiquei.
Em Brasília, a situação é bem diferente. Não conheço ninguém, a primeira impressão que tive da cidade foi ruim e estarei distante de todas as pessoas que eu gosto. Mas o emprego falou mais alto. A impressão que tive do local de trabalho foi muito boa, e o salário vai compensar eventuais problemas. A minha função é o que eu sempre quis fazer no jornalismo: não ficar preso a uma editoria só, poder fazer reportagens e perfis - algo raro na imprensa atual -, com liberdade para produzir minhas próprias pautas. Gostei também dos futuros companheiros de redação. Os repórteres são novos, com muita vontade de trabalhar. E os chefes são experientes, talentosos e sabem explorar o melhor de cada um. Sempre quis trabalhar num lugar assim. E aqui por Florianópolis, que eu saiba, isso não existe, pra tristeza da minha mãe. Agora é ver como as coisas vão funcionar no dia a dia.
 Eu na rodoviária de Brasília esperando o ônibus pra voltar pra São Paulo após a entrevista de emprego. Faz parecer o Rita Maria parecer aeroporto internacional, não? Saí de SP às 19h30 do dia 14, cheguei em BSB por volta das 11h do dia 15. Às 20h do mesmo dia tava dentro de um ônibus da Real Expresso com destino à terra da garoa. Nem acreditei quando entrei em casa antes do meio-dia de quinta-feira.
Escrito por Mário Coelho às 08h41
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